terça-feira, 24 de novembro de 2009

Manual do Primeiro Dia Menstrual

Certa vez, perguntada pelo singular estado de ânimo que acompanha uma TPM, nossa ex-ilustre representante latino-americana Shakira (pré-cabelos-loiros) respondeu: somos traídas pelos nossos hormônios.

De fato, juntamente com o Big Bang, a TPM feminina é um dos mistérios da humanidade (masculina, pelo menos).

Por esta razão, e após a indagação de diversos amigos que buscam entender este mistério, expor-lhes-ei meu singelo depoimento pensado e repensado deste dias de fúria.

Tal como a lua, o humor feminino varia mais ou menos de acordo com seu estado hormonal. Há outros fortes fatores intervinientes, tais como: estresse no trabalho, problemas sexuais com o companheiro, falta de dinheiro, problemas com o companheiro, estresse nos estudos e...problemas com o companheiro.

Durante mais ou menos três semanas no mês, dependendo dos problemas supra citados, a mulher goza de relativa tranquilidade hormonal. A pele é uma maravilha, os pássaros cantam e as flores desabrocham.

Então vem aquela semana. Primeiro sinal: a espinha e os cravos. Todos de uma vez! Durante três dias prévios aos vampirescos, tudo é motivo de choro...meu salário que não aumenta, a crise no mundo, meu quarto desarrumado, minha pele que tá um horror, meu cabelo com frizz e o maldito martelo que não pára de martelar debaixo do prédio.

Pra completar a obscuridade do período, chove uma semana e minha roupa não seca nempor milagre.

O dia prévio ao dia M é a exacerbação de todo o rancor amargado nos últimos dias: São Pedro é veementemente xingado (cogitando-se a possibilidade da morte para ter uma audiência pessoalmente com o Divino, a fim de lhe pedir explicações meteorológicas); o pedreiro debaixo do prédio é coagido a parar de martelar, sob risco de ELE ter uma audiência pessoal com o Divino (mesmo que ele não queira); Chronos é intimado a parar o tempo a fim de que a pele não padeça com o binômio tempo/gravidade; o ilustre companheiro leva uma bela de uma bronca por algo extremamente importante (importante, pelo menos, naquela fase da lua).

Aí convém a defesa: da mesma forma que os homens pedem compreensão na hora de ir ao jogo de futebol (necessidade curiosa para nós, mulheres que somos incapazes de entender o que há de divertido em 22 homens correndo atrás de uma bola, sendo que a bola, geralemente, não é uma mulher - segunda motivação masculina, segundo as mulheres), é necessário entender que, durante a semana vermelha - a menstruação é de esquerda e se comporta como tal! - a mulher só quer que o mundo acabe em chocolate!

Há algo de dificil nisso?

Portanto, homens, ao ver sua namorada, amiga ou esposa num estado de nervos que não lhe é próprio, siga meu conselho: compre um vinho, ou melhor, dois...faça um jantar para a moçoila, deixe ela maldizer o mundo, xingar e se desfacelar em lágrimas em seguida e ponha-a para dormir. Amanhã, tudo melhorará. Ela se queixará de cólicas, ficará quietinha, amuada com essa dorzinha chata e intermitente que durará todo o primeiro dia de regra...os dias posteriores serão traquilos...

Absolutamente não tome nada pelo lado pessoal e, pelo amor de Deus, não lhe retruque os xingamentos ou atribua verbalmente o nervosismo à TPM. É a pior coisa que se pode fazer nestes momentos!

Viciados em qualquer coisa jamais se assumem viciados...mulheres em TPM jamais se assumem em TPM.

E sejam felizes para sempre ou até o próximo ciclo!

domingo, 22 de novembro de 2009

Fim de ano é na......!!!!!

Término de ano é sempre uma época complicada.

Para aqueles que se planejam durante todo o ano, são duas as perspectivas no mês de dezembro: no balanço final, a satisfação por haver cumprido os objetivos do fim do ano ou; a frustração de ver as metas se afundando água abaixo.

Se por um lado o planejamento anual é importante, por outro, é bom não deixá-lo como uma camisa de força. Este ano por exemplo eu tinha estabalecido que até o fim do ano teria casa, filhos, um companheiro e um bom trabalho. Nem um destes planos funcionou tal como eu queria! Porém, o que eu consegui foi - em termos - mais promissor do que havia delineado.

Vi, por exemplo que o mundo não acaba se algo muito importante não dá certo...isso é só o anúncio de um novo começo, que talvez tenha um final muito melhor.

Fiz coisas que jamais imaginei que faria: conheci o Nordeste, voltei a dançar, descobri que não sou capaz de me submeter a qualquer opinião e que esmolas não pagam meu trabalho.

No entanto, o fim de ano ainda assim pesa: pesa não pela correria em cumprir os compromissos, mas sim pela atmosfera católica que, via de regra, nos condena a ter esta e aquela conduta. A pressão da moral, a família que sutil e incoscientemente cobra aquilo que não se pode dar.

No fim somos todos cegos andando na direção do abismo. E ainda assim fingimos que temos o controle sobre os nossos destinos ou que Um Deus misericordioso nos guiará no bom caminho e nos salvará dos ímpios: a cada dia acredito menos nisso. A sensação que dá é que, do planeta Terra, Deus se demitiu.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009


Ferro de Passar Meredita S.A.! Adquira já o seu!


Seu marido não sabe passar roupas....

Ele passa horas e horas do seu dia atrás de você para que vc passe aquela camisa e é capaz de perder o horário da reunião por causa de uma dobrinha mal feita.

Se seu problema é este, então eles acabaram!!!

Chegou o ferro de passar roupas anti matrimônio Meredita S.A!!!

Ele consiste trazer para as roupas do SEU marido todo o afã de tudo aquilo que você sempre sonhou em fazer com ele e nunca pôde porque a lei não permite!

Se ele não entender a indireta, garantimos a devolução do seu dinheiro ou a troca...de seu marido.

Ligue já: 7070-7070 e se você não conseguir, vossetenta de novo!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

E se eu fosse você


E se eu fosse diferente?

Se fosse menos brava
Fosse menos teimosa
Se bebesse mais cerveja do que água?


Se trabalhasse menos
Se fosse mais preguiçosa
Daria mais certo?

Se comesse mais?
Bom, assim eu seria menos magra, pelo menos
Se eu falasse menos quando falo mais
Se eu falasse mais quando falo menos

Se eu tivesse 1,80m?
(ai, faltava essa pergunta, né?)
Se eu tivesse de novo 20 anos
Faria tudo de novo?


Se eu largasse tudo e casasse com um homem desinteressante
Mas rico...
Se eu deixasse de ser feminista
Se eu cozinhasse mais?
Será que daria certo?

E o que deu errado?

Digo, será que deu alguma coisa de errado ou o que eu acho que tá errado, tá certo???

E se ser feminista, brava, teimosa, intempestiva e imprevisível sejam exatamente as características certas e que tudo está certo no meu lugar no cosmo?

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Apresentação do Grupo Simbiose 2009





Queridos e queridas,

No dia 5 de dezembro será a apresentação das coreografias de dança do ventre desenvolvidas pelo Grupo Simbiose ao longo de 2009.

Serão dez apresentações: cinco em grupo e cinco solos. Eu farei um solo coreografando a história da Deusa Egípcia Ísis: ao descobrir a morte de seu marido Osíris por Seth, Isís sai em uma jornada em busca de seus restos mortais a fim de ressucitá-lo.

Os ingressos são limitados devido ao tamanho do espaço. Quem quiser, favor escrever para: suzanalourenco@yahoo.com.br.

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Local: Teatro Caldeirão 21
Rua Dona Layr Costa Rego, 85b. Jardim Peri Peri. São Paulo
O teatro fica na altura 2.900 da Av. Eliseu de Almeida.
Web: http://espacocaldeirao.tripod.com/
Tel: 37491473

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Ahhh!!! A ra...A rata era do tamanho do meu braço!!!

Dizem que nós mulheres fazemos uma tempestade em copo d'agua por qualquer coisa.Pode até ser, mas hoje as mulheres a beira de um ataque de nervos tiveram seus motivos!
Morar no CRUSP não é o tipo de conselho que uma mãe dê para um filho seu. Já não basta o histórico que envolve o lugar, o presente não é muito mais alentador. Primeiro o inconveniente de morar no primeiro apartamento do primeiro andar de um prédio sem escada e sem síndico. Segundo por estar do lado do restaurante central onde TODOS os estudantes almoçam e jantam. Terceiro porque o DCE é do lado. Quarto porque a reitoria é na frente e quinto porque moramos no apartamento mais controlado pela port(c)aria.

Junte a isso o fato se estarmos na “Casa das 7 mulheres” com um banheiro e um varal (quebrado).
Feito o cenário, contextualizemos: uma semana em crise de sinusite; uma semana sem ter cabeça pra estudar (agravado pelo vício da dança exposto anteriormente); fugir olimpicamente (quando a fuga é interessante) das carências dos representantes do sexo oposto; a remuneração deficiente; meu orientador do outro lado do oceano e a ausência plena de absurdo.
Aquele solão das 10h da manhã em pleno feriado. Eu sozinha com minha bagunça no quarto (que eu faço questão de aumentar e contemplar quando não tem ninguém que me cobre organização). O silêncio. Os amigos convidando pra almoçar e jantar. Que beleza! Bom, vou lavar minha pilha de roupa suje espalhada pelo quarto, lavar o tênis, fazer faxina. Lavei o quarto inteiro e entrei no banho pra lavar o cabelo e aproveitar o tempo bom pra secar bem esse tapete que tenho em cima da cabeça e não piorar inda mais a sinusite.
Mas como alegria de pobre dura pouco e São Pedro detesta as donas de casa, aconteceu: Choveu! Choveu torrencialmente aquela chuva de vento pelos exatos 7 minutos que fiquei no chuveiro!!!
E daí: eu no banho quente, a cabeça molhada, com sinusite, botando os pulmões pra fora e minha roupa limpinha no varal tomando aquela água. É ou não é a lei de Murphy? E pra sair naquele vento? Ainda bem que Deus é grande e meus amigos são foda! Solidariedade estudantil.
Antes que eu derrubasse o prédio de raiva, Super Sandrinha achou um amigo e uma centrífuga e a Fabi (que horas depois quase teve um treco pela ratazana que viu na frente do apartamento, sendo prontamente acudida por dois peruanos que ali passavam desinteressadamente e deram cabo da capivara, hã, da ratazana) me achou um secador de cabelo...Aqui é assim: uns dias às vezes tão melhores pra uns que pra outros, mas compartilha-se e se vive em harmonia...entre os cruspianos, a roupa no varal e as ratazanas tão gordinhas que vivem no submundo da USP junto com outros subversivos...